Crédito: do latim creditum, i 'crença, confiança, empréstimo'

Fintechs, FIDCs e Securitização de Recebíveis - Entenda essas siglas e palavrões!




Hoje, no Brasil e no mundo já é possível ter um cartão de crédito sem cobranças de anualidades; é possível tomar um empréstimo sem burocracia e a taxas customizadas; é possível, inclusive, investir o saldo de salário/recursos em conta corrente a taxas mais atraentes (100%CDI), sem as tarifas absurdas e o atendimento lento das grandes instituições financeiras tradicionais.


Hoje existem as FINTECHS!!!


O termo FinTech surgiu da combinação de duas palavras em inglês: financial (financeiro) e technology (tecnologia) e é utilizado para designar empresas inovadoras que utilizam tecnologia para oferecer soluções no mercado financeiro a custos mais baixos e as vezes até gratuito. Normalmente são start-ups no nascente mercado brasileiro.


As FinTechs foram formalmente reguladas pelo Banco Central em 2018, com a publicação da Resolução 4656 que criou dois tipos de instituições financeiras diferenciadas das já existentes: a sociedade de crédito direto (SCD) e a sociedade de empréstimo entre pessoas (SEP).


Essas instituições se diferem dos Bancos tradicionais pois são proibidas de captar recursos do público em geral, através de CDBs por exemplo. Também são proibidas de participar do capital de qualquer outra instituição financeira.


Tanto a SCD quanto a SEP tem por objeto social a realização de operações de empréstimo, de financiamento e de aquisição de direitos creditórios exclusivamente por meio de plataforma eletrônica e podem prestar serviços de análise de crédito e cobrança, atuar na distribuição de seguros; e emitir moeda eletrônica.


A principal diferença entre elas é que a SCD pode utilizar recursos próprios para financiar suas atividades, enquanto a SEP atua apenas na intermediação financeira em que recursos financeiros coletados dos credores são direcionados aos devedores.


Um grande avanço da Resolução 4656 é que seja financiando suas atividades, seja apenas atuando na intermediação financeira, essas instituições podem realizar a venda ou a cessão dos créditos relativos às operações para investidores que compram direitos creditórios como os FIDCS - Fundos de Investimento em Direitos Creditórios regulados pela Instrução CVM 356, ou seja, as FinTechs podem securitizar os recebíveis originados em suas atividades para investidores qualificados no mercado de capitais.


Securitizar ou Securitização de Recebíveis também veio importado do termo em inglês securitization e consiste na prática financeira de transformar uma carteira de recebíveis/ativos de crédito, como por exemplos vários contratos de empréstimos pessoal parcelados ou então faturas a vencer de cartão de crédito emitidas em determinado período de tempo em títulos e valores mobiliários negociados via mercado de capitais, em inglês securities.


No caso dos FIDCs, cada cota adquirida pelo investidor é um security/título e valor mobiliário que será rentabilizado conforme o comportamento de pagamento de todos os títulos que compõe o pool/a carteira de recebíveis, a sua política de provisões, seus custos e regras de amortização, em casos de existir apenas uma tranche - denominada tranche subordinada. Nos casos de tranches seniores e mezzaninos, oferecidas em uma relação risco-retorno menor, a remuneração também dependerá dos items citados, porém em casos de stress, são priorizadas na liquidez das amortizações.


Neste universo, de FinTechs e FIDCs, de análise de crédito e de muitos dados, de gestão de recursos, apresentações de resultado e muito relacionamento com investidores e clientes, trabalho há mais 15 anos. Me sinto privilegiada de poder participar de projetos que buscam democratizar o acesso a crédito para tomadores, e democratizar o acesso a estratégias de investimentos em crédito para investidores.



Redes Sociais

  • White LinkedIn Icon
  • White Facebook Icon
  • White Instagram Icon

2020  por Erika Bosco